O SEGURO E AS ARMAS DE FOGO: DIRETO AO PONTO.

Sobre o autor: Leandro Strapasson é consultor em seguros e consórcios, formado pela Escola Nacional de Seguros. É também o responsável técnico pela ALG Corretora de Seguros e criador de conteúdo para o canal Falando em Seguro.

Vamos considerar que o leitor já possui ou está convencido da necessidade de possuir uma ou mais armas de fogo e, portanto, enquadra-se em um grupo bastante grande de pessoas: as que se preocupam em proteger a sua vida, a vida dos seus e o seu patrimônio, e desta vez vamos focar neste último.

Para boa parcela dos cidadãos, a aquisição de uma arma de fogo irá requerer certo sacrifício financeiro, ocasionado principalmente pela altíssima carga tributária que incide sobre este tipo de produto, podendo facilmente ultrapassar dois terços do valor final. (1) Sem contar ainda com os custos relacionados à burocracia, e se formos falar em armas de performance superior ou importadas, teremos cifras ainda mais expressivas.

Superada esta fase, a arma deixou de ser apenas uma das ferramentas de proteção patrimonial e passou também a integrá-lo. Tão logo seu interesse pelo prazeroso mundo do tiro aumenta, e você se vê segurando dois ou três cases cujo conteúdo soma o valor de um carro popular. Acredito que nesta parte muitos saberão exatamente o que estou falando.

É neste ponto que começam a surgir algumas preocupações: E se minha residência for assaltada (enquanto eu não estiver lá para defendê-la) e minhas armas forem roubadas? E se houver um incêndio e minhas armas forem danificadas? Se durante o meu deslocamento de carro eu sofrer um assalto sem possibilidades reais de reação e minhas armas forem levadas?

É perturbador imaginar estas coisas, mas então nos voltaríamos para o título deste artigo e, assim como fazemos com nossos carros e residências, também contrataríamos um seguro para nossas armas de fogo. Simples, não fosse o fato de, até a presente data, não existir no Brasil um seguro que atenda esta demanda, seja por desinteresse financeiro, por viés ideológico, por ferir o politicamente correto, por imaturidade do mercado ou pela soma dos motivos citados.

Cabe ressaltar que em nosso país, a SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro, sendo necessário que ela autorize uma Companhia Seguradora a comercializar um produto.(2)

Mas, nem tudo está perdido, e como adaptação é uma palavra bem importante, sobretudo para quem habita a Terra Brazilis, através do seguro residencial ainda é possível conferir proteção às nossas armas, pois, tudo que está dentro dela é tratado como conteúdo, desde que tomado o devido cuidado para garantir que esta cobertura esteja contratada e com a verba dimensionada corretamente.

Então, bastaria contratar o seguro residencial e enquanto elas estivessem no endereço da apólice, estariam protegidas? Não, pois dizemos, informalmente, no meio do seguro que está tudo coberto, desde que não esteja excluído nas condições gerais, e é aqui que a nossa saga começa.

Não estamos acostumados a ler páginas e mais páginas de arquivos PDF infinitos, com letras minúsculas, principalmente sobre assuntos desinteressantes, nem pretendo encorajá-los a tal dentro desse contexto, sobretudo, é muito importante que consulte o seu corretor de seguros para que ele possa auxiliá-lo, e certamente, entre as mais de trezentas companhias de seguro atuantes no Brasil (3), encontrará opções para proteger aquelas que normalmente nos protegem.

 

 

 

 

Referências:

1-https://impostometro.com.br/home/relacaoprodutos

2-http://www.susep.gov.br/menu/a-susep/apresentacao

3-http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/mercado-supervisonado/entidades-supervisionadas

3 Replies to “O SEGURO E AS ARMAS DE FOGO: DIRETO AO PONTO.”

  1. Boa tarde, pois é lamentável situação,defender-se , desta exploração em todos aspectos ,qual a meta , sempre ser estorquido em brasillis, fora o preconceito de gostar desta eloquencia pessoal , obs* opinião pra mim , melhor ter sim o equipamento e defender-se sempre. atirar sim, fugir, e perguntar depois quem foi o VACILAÇÃO . é melhor ter conhecimento , c/ juristas e ser capacitado para usuflur ,e ter oportunidades para o aprendizado . Perdão desabafo. Obgd. Viva os homens de bem..

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